Adufscar

Sindicato dos Docentes em Instituições Federais de Ensino Superior dos Municípios de São Carlos, Araras e Sorocaba

Publicado em 10.06.2019

QUEM VAI PAGAR A CONTA DA REFORMA? VOCÊ!!!!!!!!

IDOSOS

 

A reforma da Previdência de Bolsonaro será cruel com todos os brasileiros, mas os idosos de menor renda estão entre os que vão sofrer mais.

Isso porque Bolsonaro pretende desmontar o Benefício de Prestação Continuada. Atualmente, o Benefício de Prestação Continuada (BPC) paga um salário-mínimo no valor R$ 998,00 a dois milhões de idosos mais pobres, que começaram a receber este benefício a partir de 65 anos.

Na nova previdência de Bolsonaro, os idosos só poderão receber o benefício do salário-mínimo, a partir dos 70 anos. Em muitas regiões do Brasil, a expectativa de vida nem chega a esta idade. Os idosos receberão apenas R$ 400,00 entre os 60 e 70 anos, o que não garante uma vida minimamente digna. Bolsonaro levará o Brasil de volta para o mapa da fome.

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MULHERES

 

A reforma da Previdência de Bolsonaro é especialmente cruel com as mulheres. O tempo de contribuição e a idade mínima irão aumentar, desprezando conquistas históricas. As mulheres terão que contribuir durante 40 anos para receber a aposentadoria integral, mesmo enfrentando a dupla jornada de trabalho.

Hoje, as mulheres recebem 30% a menos que os homens. Com a reforma da previdência de Bolsonaro isso vai se agravar porque elas vão precisar trabalhar ainda mais para se aposentar, no mínimo 20 anos de contribuição ou até os 62 anos. Um estudo feito pelo Núcleo de Estudos e Pesquisas da Consultoria Legislativa do Senado mostra que mulheres de renda mais baixa têm mais dificuldade de contribuir durante o tempo mínimo exigido já em vigor, que é de 15 anos.

Segundo a pesquisadora Júlia Lenzi, da Universidade de São Paulo, as mulheres estão inseridas nos postos de trabalho mais precarizados, com rentabilidade mais baixa, e por isso possuem mais dificuldade de se aposentar por tempo de contribuição.

 

SERVIDORES

 

A reforma da Previdência de Bolsonaro vai tirar direitos dos servidores, que só poderão receber a aposentadoria integral se trabalharem e contribuírem por 40 anos.

Segunda às novas regras da Previdência, já não será possível a aposentadoria por tempo de contribuição. Os servidores que quiserem receber a aposentadoria integral, precisam contribuir por 40 anos. Se o servidor optar por contribuir por 25 anos, receberá apenas 70% do benefício.

As servidoras também sofrem ainda mais. A idade mínima para aposentadoria passará para os 62, desconsiderando a desigualdade e a dupla jornada de trabalho a qual elas estão submetidas.

Já as professoras da Rede Pública terão que trabalhar 10 anos a mais para receber a aposentadoria integral.

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PROFESSORES

 

Bolsonaro já mostrou que educação não é uma prioridade do seu Governo e, com a reforma da Previdência, os professores serão ainda mais prejudicados. O tempo mínimo de contribuição irá aumentar 10 anos, passará de 15 para 25 anos no caso das professoras da Rede Pública. Os professores que já lidam com baixos salários, difíceis condições de trabalho e falta de valorização vão ter que enfrentar mais esse desafio em suas carreiras.

Os professores também terão dificuldade de obter aposentadoria integral, pois a contribuição exigida é de 40 anos, para ambos os sexos. Para receber a aposentadoria completa, as mulheres teriam que contribuir obrigatoriamente 10 anos a mais para obter o benefício integral.

A mudança na regra do cálculo da aposentadoria também reduz o valor dos benefícios de professores. Hoje são dispensados 20% das menores contribuições. Pela reforma, até essas contribuições, totalizando 100%, serão levadas em conta, o que impacta no valor final da aposentadoria dos docentes.

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PESSOAS COM DEFICIÊNCIA

 

A vida de que tem alguma deficiência já não é fácil e com a reforma da Previdência de Bolsonaro vai ficar ainda pior. O tempo de contribuição pode aumentar de 28 para 35 anos em alguns casos. Na nova regra, também será cortado o benefício da pensão por morte no caso dos pais de deficientes.

Com a reforma da previdência de Bolsonaro, as pessoas com deficiência não poderão acumular o Benefício de Prestação Continuada (BPC) com outros benefícios assistenciais, a exemplo do Bolsa-Família. Pior ainda é a redução dos atuais 50% para 10% do salário-mínimo o valor do auxílio-inclusão, que seria um incentivo a entrada no mercado de trabalho.

Atualmente, o Governo paga o BPC, no valor de R$ 998,00, a 4,5 milhões de brasileiros pobres. Dois milhões são idosos, que começaram a receber a partir de 65 anos, e outros 2,5 milhões são pessoas com deficiência que comprovam renda familiar de cerca de ¼ do salário-mínimo (R$ 249,50). Para 47% dos beneficiários, ele é a única fonte de renda e representa cerca de 79% do dinheiro que a família tem para o sustento.

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QUASE APOSENTADOS

 

A reforma da Previdência de Bolsonaro vai penalizar até mesmo as pessoas que estão muito próximas da aposentadoria.

Será cobrado um ‘pedágio’ de quem está quase aposentando. Segundo as regras de transição da nova Previdência, as pessoas que estão a dois anos de alcançar o tempo mínimo de contribuição poderão optar pela aposentadoria sem idade mínima, mas terão que pagar um taxa de 50% sobre o tempo que falta para se aposentar. O sonho da aposentadoria ficou mais caro.

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JOVENS

 

A reforma da Previdência de Bolsonaro que destruir o futuro dos jovens brasileiros, principalmente, os mais vulneráveis.

A reforma tem um gatilho que será acionado de acordo com o aumento da expectativa de sobrevida da população estimada pelo IBGE. O instituto fez cálculos que mostram que um jovem de 25 anos que tiver entrado no mercado de trabalho em 2020 terá 65 anos, em 2060, mas não poderá dar entrada no pedido de aposentadoria mesmo que tenha contribuído por 40 anos. É que em 2060, a idade mínima obrigatória de aposentadoria estará em 67 anos e um mês.

É claro que esse aumento desconsidera toda a desigualdade social do país. A expectativa de vida pode variar muito de uma região para outra. Um trabalhador que ingresse no mercado aos 14 anos como jovem aprendiz terá que contribuir 48 anos (para mulheres) e 51 anos (para homens) até atingir a idade mínima. Um jovem de classe média pode trabalhar 30% a menos para alcançar a idade mínima e receber o mesmo valor.

 

CAMPO

 

Quem trabalha no campo tem muito a perder com a reforma da Previdência de Bolsonaro. É mais uma parcela dos brasileiros que será totalmente injustiçada e perderá direitos já conquistados. A reforma de Bolsonaro vai fazer o trabalhador do campo morrer de trabalhar ou trabalhar até morrer.

Os trabalhadores da zona rural, que hoje já tem dificuldade em cumprir os 15 anos de contribuição, precisarão contribuir por 5 anos a mais. Imagine isso num cenário de desemprego e crise econômica como vivemos hoje? O trabalhador não conseguirá trabalhar e gerar renda suficiente para que possa contribuir.

Outra regra nova para o campo é a contribuição mínima de R$ 600 reais ao ano por família. Porém, segundo a Dieese, a renda média anual no campo é de apenas R$ 509, ou seja, menos do que é exigido como contribuição. Mais uma distorção da reforma da Previdência de Bolsonaro.

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